Consequências de uma vaca

Acho que nao preciso dizer o que é uma vaca, principalmente para quem vier a ler esse texto. Na verdade não estou esperando que ninguém venha a ler isso aqui, que é uma coisa muito individual.

Eu tenho uma experiência muito ruim com esse negócio de vaca, o que já contei pra muita gente que conheço. Mesmo tendo contado pra muita gente resolvi escrever sobre o assunto aqui, já que esse é o espaço que arrumei pra comentar sobre o carrinho e afins.

Agora nesse mês está completando seis meses que eu tive uma vaca que foi muito ruim. Ou melhor, como dizem meus amigos LongBrothers, “toda vaca é bonita, feio é o machucado”.

No final de novembro do ano passado eu saí do trabalho e, como já disse por aqui, fui direto para o Parque da Cidade para um rolé básico. Na época eu costumava simplesmente trocar a calça jeans que uso no dia a dia por uma bermuda e já estava pronto para o rolé. Aquela história que contei sobre um acontecido de antes do rolé não aconteceria naquela época.

Bom, saí do trabalho direto para o Parque, já tendo trocado a calça pela bermuda. Cheguei lá e fui rapidinho para a pista para o rolé, não sem antes ligar o GPS, que sempre que posso eu ligo. Assim eu consigo saber qual o percurso que fiz, e também a velocidade que consigo atingir. Fui para a ponte onde os LongBrothers se encontram, e de lá fui em direção da administração do parque, onde tem um drop muito bom.

No caminho eu encontrei com o Coruja, que me perguntou se eu não iria ficar na ponte. Disse que estava indo para o drop e depois voltaria. Mais 100 metros e encontrei o Dudão, que perguntou a mesma coisa, recebendo a mesma resposta. Pronto! Não lembro mais nada do que aconteceu naquele dia. O que vem a seguir é o conjunto de informações recebidas de outras pessoas, junto com as informações do GPS, e conclusões a que cheguei depois de pensar um pouco.

Continuei a subir remando, até chegar no alto da pista, quando de repente o truck da frente desmontou. Ele é um truck com o qual eu não estava acostumado, e o parafuso principal estava soltando e eu não percebi. Como a tensão deste truck não é afetada pelo parafuso que prende o eixo à base, não há indicação de que esse parafuso está afrouxando.

Nessa que o truck desmontou, como eu estava a uma velô boa (cerca de 20km/h), e não estava esperando uma parada súbita, o skate parou e eu voei.

Voar foi fácil! Complicado mesmo é pousar, principalmente com a cabeça em primeiro lugar. Bati a cabeça no asfalto e fiquei mais besteira que já sou normalmente. De acordo com o policial que foi o primeiro a me socorrer, eu não sabia meu nome, onde estava, como tinha ido parar ali, e somente depois de muito custo eu telefonei para a Raquel. De acordo com ela, meu telefonema foi lacônico:

- Raquel, caí!
- E você se machucou?
- Não sei! Fala aqui com o homem – e passei o telefone para o policial, que explicou para ela o ocorrido.

Essa entrada vai ficar quase por aqui, somente com o acréscimo de que graças a esse pequeno vôo e esse pouso mal executado eu passei dois dias numa UTI, e mais dois dias no quarto de um hospital, em observação devido a um pequeno traumatismo craniano.