Continuando a história da vaca

Bom, fui parar numa UTI! Mas um simples tombo a uma velô não muito alta me fez ir para a UTI?

Pois é! Quando a gente cai de cabeça, a velô não importa muito, mas sim a força com que a cabeça bate no chão. Dependendo desta força o negócio pode ser feio.

Não foi meu caso. Cheguei no hospital com a Raquel e ela insistiu que, como eu tinha batido a cabeça e como tinha tido ocorrência de amnésia, era bom fazer um exame mais acurado. Esse exame foi uma tomografia da cabeça que acusou a existência de um coágulo na parte oposta de onde eu bati no chão. Ou seja, na parte esquerda da cabeça, logo acima do ouvido.

Justo a área que comanda o cognitivo do pensamento. Assim o risco de eu ficar besteira de vez existia! Fui para a UTI para permanecer em observação e para que a aplicação de medicação pudesse ser mais eficiente.

Aí começam as minhas peripécias hospitalares. Fui internado no final da tarde/começo da noite de una quinta feira. Raquel chegou a entrar comigo na UTI, mas logo saiu para levar Júlia em casa e fazer as coisas que tinha a fazer.

Na primeira noite, ou melhor, na primeira madrugada telefonaram para casa e disseram à Raquel que eu estava tentando sair da cama para ir embora do hospital. Foi aí que veio a idéia de me amarrar à cama!

E daí vem minha primeira e única lembrança da internação: acordei amarrado, sentindo muita dor de cabeça, com uma coisa me apertando o dedo indicador, uma agulha para administração de soro no outro braço, máscara de oxigênio, e um barulho muuuuito irritante fazendo:

- Piiiiii! Piiiiii! Piiiiii! (sensor de batimentos cardíacos)

Perguntei: onde estou? E alguém disse UTI, e na mesma hora não lembro de mais nada.

Depois tem mais!