História do SK8 em Brasília

O skate chegou em Brasilia No começo da década de setenta. Acho que uma das primeiras pessoas a andar de skate por aqui foi o Edmir Carneirinho.

Edmir chegou em Brasilia nessa época vindo do Rio de Janeiro, onde praticava o surf. Aqui chegando a maneira que encontrou para substituir o esporte preferido foi justamente andar de skate na quadra onde foi morar. Nas palavras dele:

Comecei a andar de skate quando cheguei em Brasilia, na minha quadra, 115 sul, porque não conhecia nada e lá era o único lugar perto que tinha uma ladeirinha. Aí começamos eu e meu irmão, a descer de skate ali. Começaram a chegar outros, Paulinho Bandeira, Paulo Pina, Marquinhos Piolho, Tavinho, Patinho, Lacerda, Jumento, Juarez, Silvio Barbato(o maestro) e outros. E começaram a aparecer as meninas, todas muito cocotinhas (rsssss). Liana Lima, Vanessa Catunda(mulher do Juarez), Denise Duarte, Claudinha Carneiro, Soninha Hermont, Soninha Moura (Hot dog), Teca, Claudinha Otero, Cecília Lacerda, Ana Cristina Miranda, e um monte de outras igualmente lindas. E, de repente, todas as tardes, uma multidão começou a aparecer...assim começou a história do skate em Brasília. Aí veio a primeira reportagem sobre o primeiro campeonato de skate que aconteceu em Brasília, na 115 sul, com direito a reportagem pela TV Globo e tudo... Organizado pela galera que citei acima. Um dos grandes divulgadores foi o jornalista Irlam Rocha do Correio Braziliense que chegou a publicar uma reportagem de 2 páginas sobre a galera da 115. É com saudade e orgulho que lembro da minha foto bem grande descendo a ladeira, no maior estilão (com o maior cabelão, característica da época), e do título da reportagem: "Carneirinho, o melhor surfista de asfalto de Brasília."

Vale lembrar que eu não ganhei o campeonato, quem ganhou, e com todos os méritos, foi o Tavinho. O verdadeiro primeiro campeão de skate da história de Brasília. O resto é história, que os skatistas que vieram depois continuaram a escrever com muito mais habilidade e manobras muito mais radicais do que as que fazíamos.
Sobre esse campeonato pode-se ver o que saiu no principal jornal de Brasilia nesses recortes que uma da "cocotinhas" citadas pelo Carneirinho conseguiu manter guardado:



O Terry que tirou o segundo lugar na categoria sênior era o verdadeiro coroa da época: enquanto maioria das pessoas que andavam no carrinho tinham não mais que quinze anos, ele já tinha mais de vinte, sendo assim, de longe, o mais velho da galera.

E pensar que continuo a andar com mais de cinqüenta, e sei de gente com mais de setenta que continua firme e forte em cima de quatro rodinhas!