Aprender e evoluir

Como já coloquei aqui algumas vezes, logo depois do banks de Águas Claras ter sido construído, eu comecei a andar lá, meio que realizando um pequeno sonho de adolescência. Naquela époda, quando a galera se reunia pra ver as fotos da Skateboarder Magazine e via os feras da grigolândia andando nas piscinas secas, todo mundo ficava babando com muita vontade.

Esse sonho só começou a se realizar quando eu vi pela primeira vez a pista que foi construída. Na mesma hora eu pensei em andar ali, mas nesse primeiro dia não encarei. Mas, assim que pude fui tentar.

Virou rotina!

Agora, sempre que posso dou uma passada em Águas Claras pra tentar um pequeno rolé!

Com essa brincadeira, tenho evoluído um bocado, conseguindo chegar bem mais próximo do coping que conseguia há pouco menos de um ano, quando andei pela primeira vez lá. Mesmo assim, a evolução é lenta, pois não dá pra arriscar muito (não tenho mais idade pra ficar arriscando, e não tenho o menor interesse em me machucar).

Já estava, há algum tempo, pensando em pegar umas aulas pra ver alguns macetes de como fazer melhor. Cheguei até a tentar, mas a coisa não ia pra frente! Fui na mini-rampa do Previdenciários, na Radical Livre Skate Escola, e tive umas duas ou três aulas com o Maninho. Só que foram tão espaçadas, e tão sem previsão de continuidade que ele nem cobrou. Até essa semana!

De maneira a me obrigar a fazer a coisa pelo menos constante, eu resolvi me comprometer de uma maneira diferente: fui à escola e já levei a grana pra pagar por um mês. Aí, por pelo menos quatro semanas, eu vou me obrigar a ir lá na escola pra aprender os macetes necessários pra um rolé mais consistente, e uma evolução mais segura.

O primeiro dia foi legal até pra ver que o fato de ter uma certa constância nas idas à pista foi produtivo, pois consegui ficar no vai e vem da mini-rampa de maneira muito mais suave e tranquila. E pensar que nem fakie eu conseguia há bem pouco tempo!

Além disso o Maninho me falou umas dicas que foram boas. No dia seguinte à ida à mini-rampa fui de novo na pista, e consegui uma linha mais fluida que estava conseguindo.

Evoluindo!!! Sempre!

Banks de Águas Claras (de novo)

Venho, já há algum tempo, tentando aprender a andar em pistas com transições. Era um sonho de adolescência, quando, juntamente com os amigos, ficava vendo as fotos dos feras da Califórnia andando nas piscinas secas que existiam por lá.

O negócio não é fácil! 🙂

Já tinha até publicado aqui um outro vídeo que um amigo fez enquanto eu estava tentando dar um rolé na pista de Águas Claras. Acho que estou melhorando, mas ainda falta muito pra poder dizer que consigo andar num bowl! Esse vídeo já foi publicado no Facebook, então não é novidade nenhuma:

Um dos maiores problemas que tenho é que não faço a principal manobra pra iniciar o rolé: dropar!

Acho que no dia que conseguir dropar, tanto faz no bowl pequeno como no grande, o desempenho vai evoluir consideravelmente, pois aí vou ter maior velocidade desde o início. Acho que tem que ser por aí, mas não tenho ideia de quando isso acontecerá. Na verdade nem estou preocupado em conseguir dropar rapidamente. No dia que pintar, eu vou fazer.

Enquanto isso vou me divertinho, muito, pra falar a verdade, só subindo um pouquinho na transição, de vez em quando chegando quase no coping!

Mais recentemente fui filmado, sendo que a câmera ficou em outra posição:

Rolé de sábado

Outro fim de semana legal!

No sábado fui cedo pra pista de Águas Claras, onde encontrei o Caveira e o Pangella! O Caveira estava com a filha, e pouco depois de eu chegar foi embora. Ele sempre chega muito cedo, e consequentemente sai cedo também.

O Pangella ficou comigo batendo papo e dando uns rolés suaves, pois ainda está se recuperando da lesão nas costas. No meio do rolé pedi ao Pangella que me filmasse e ele fez dois pequenos vídeos do meu drop. Um deles ainda não tenho, e justamente o que acho que ficou melhor: acabou num tombão bacana! O filme que tenho também ficou legal:

Ele também tirou umas fotos que ficaram legais:

Sempre tem um pouco de social durante o rolé
Como eu não faço o drop a partir do coping da pista, o rolé começa de baixo, o mais alto possível
Até consigo ir mais alto que isso, mas ainda não chego no coping

Nessa última foto estou quase que no máximo que consigo ir na transição. Nesse dia estava mais baixo que o normal pois a pista está com um buraco que me fez ficar com receio do tombão!

Bom, fui!

Ontem eu acabei indo ao bowl de Águas Claras, e fiquei andando, revezando entre o bowl fundo e o raso, por pouco mais de uma hora!

Bom demais!

Estávamos somente eu e um camarada de bike, o Renato Baratinha. Volta e meia parávamos e batíamos um papo rápido, e então o rolé continuava.

A foto “oficial” do rolé foi essa aqui:

Skate old school no bowl pequeno em Águas Claras, ao final do rolé.

Tentando andar no bowl de Águas Claras

Acho que já escrevi isso aqui, mas vai de novo: pouco depois de começar a andar de skate, isso nos idos dos anos 70 do século passado, eu e meus amigos conseguíamos revistas americanas sobre o esporte e ficávamos vendo as fotos e querendo fazer as mesmas coisas que os ídolos de então faziam. Ou melhor, o que achávamos que eles faziam. Afinal, eram fotos, então não dava pra ter certeza como eram as manobras executadas.

Uma coisa era certa: Todos queríamos andar nas piscinas que apareciam na Skateboarder Magazine! Tentando alguma coisa semelhante, eram construídas rampas em madeira, de maneira a ter transições (na época, radicais) que lembravam as piscinas, como está aos 50 segundos desse Super8:

Além dessas rampas, procurávamos por lugares onde seria possível fazer as manobras que queríamos, mas era difícil. Um desses lugares era a então chamada Piscina Coberta, que deixou de ser piscina e virou um ginásio. Atualmente é o Ginásio Claudio Coutinho, e quase sempre que íamos lá havia uma confusão com a administração que muitas vezes terminava com a apreensão dos skates pela polícia. Fotos atuais do lugar:

Ginásio Claudio Coutinho, que na década de 70 era uma piscina coberta
Vista do outro lado do Ginásio Claudio Coutinho

Uma visão do Ginásio Claudio Coutinho no Google Maps dá pra ser vista aqui!

Bom, aí chegamos a hoje em dia! Melhorias muitas!!! YEAHHHHHH!!!!!

Hoje existem algumas pistas em Brasília, sendo em mais de uma tem pelo menos um bowl, que dá a mesma sensação daquelas piscinas americanas que víamos nas revistas. A que eu gosto mesmo, até porque é a que mais ando, é a que foi construída em Águas Claras, um bairro razoavelmente próximo de onde moro. Como comecei a andar nesse tipo de pista há muito pouco tempo, quase dá para contar nos dedos das mãos e pés o número de vezes que dei meu rolé, ainda sou muito ruim. Mas, ao mesmo tempo que toda e qualquer evolução é bem vinda, não estou atrás de ser o fera do bowl, mas somente de me divertir muito. E isso consigo, mesmo sem fazer bonito.

Outro dia fui lá e um amigo me filmou andando. Bateu um pouco da síndrome da câmera ligada, situação na qual a gente sempre desempenha pior do que o normal, mas tá bem próximo daquilo que consigo fazer. Ainda vou melhorar, mas sem a menor pressa!

Olha aí:

Vamos ver daqui a algum tempo como foi a evolução!!!