O primeiro de dois rolés imperdíveis de ontem

Drop da Lua!

Fui para o Museu da República um pouco tarde, mas ainda a tempo para uma curtição muito boa. Encontrei com a galera quase toda lá, e apesar de que o lugar não é perfeito para um rolé de alta qualidade, só o encontro com o pessoal já valeu.

O frio estava muito!!!! Naquele lugar o vento pega “de com força”, e como a temperatura estava meio que baixa, a sensação térmica estava lá em baixo. Antes de sair de casa resolvi ir de moletom ao invés da bermuda com a qual estava vestido, e foi uma boa escolha.

A vibe estava duca, com todo mundo conversando animado, dando uns rolezinhos naquela calçada monstruosa e se divertindo horrores. Tinha um som rolando maneiro, que aumentava o prazer do rolé. Infelizmente o lugar é muito plano, e qualquer rolé implica em remadas infindáveis. Pra quem curte longboard, que é o caso da grande maioria da galera que estava lá, acaba ficando difícil.

Entre as conversas boas da noite tive pelo menos dois papos com colegas sobre a futura pista de skate do Parque da Cidade. O empenho para se conseguir uma pista com a qualidade que Brasília merece está muito grande, e se depender da batalha das pessoas envolvidas vamos ter uma pista de nível AAA.

Que o próximo Drop da Lua seja tão bom quanto esse foi. Ou melhor, que seja melhor ainda, o que vai ser difícil acontecer (mas a gente sempre quer melhorar, não é mesmo?).

Mais um evento pra não deixar de ir

Eu já sabia, mas não me lembrava. Esse ano foi antecipado para o domingo, dia 19/06, o evento que vai marcar o Dia Mundial do Skate, em inglês Go Skateboarding Day. Olha aí o cartaz:

Normalmente esse dia é celebrado no dia 21 de junho, e no ano passado foi assim. Só que assim como no ano passado, dia 21 cai num dia de semana, e fica difícil pra galera ir à noite para o Museu da República no meio da semana para um rolé. Ano passado tinha um bocado de gente, mas foi pouco perto da galera que anda de skate nessa cidade.

Ano passado eu fui ao Museu, mas não deu pra ficar muito tempo até porque, como falei antes, era dia da semana e tinha que acordar cedo no dia seguinte. Esse ano eu pretendo estar lá novamente, e como vai ser domingo vai ser mais fácil ficar mais tempo.

O evento é organizado pela ASC (Associação de Skate da Capital).

Picos de skate

Onde andar de carrinho? É uma questão que sempre temos quando saímos para o rolé. Depende sempre do tipo de rolé e também do local onde se está.

Nessa coisa de ter que viajar a trabalho tenho ficado muito mais tempo que gostaria sem poder andar de skate. Já é a segunda semana que vou ficar sem botar o pé no skate a não ser no final de semana.

Então, em cada lugar onde tenho ido tenho aproveitado para ver o que existe por aí em termos de pistas de skate. Foi assim em Curitiba, onde eu, completamente sem saber que iria passar por lá, acabei passando por um banks bem interessante. Aqui o lugar:

Pista em Curitiba

Além desse banks, que cheguei a pensar que era o banks do Gaúcho, fui numa pista famosa entre todos os skatistas do Brasil: a Drop Dead Skatepark. Fui lá só para ver como é a pista e ficar com vontade. Não estava com meu skate nem com roupas adequadas para o rolé, então fiquei só na vontade mesmo. Uma pequena amostra da pista:

Drop Dead Skatepark

Aqui em Vitória não fui a nenhuma pista, mas bem perto de onde fiquei hospedado tem uma mini-rampa que parece bem construída. Infelizmente não vou ter tempo amanhã para ver tal pista. Essa eu queria pelo menos ver mais de perto.

Lembranças sobre skate

Acabei de ler uma reportagem muito antiga que me trouxe lembranças boas!

Conectado à internet entrei na página do FaceBook para ver as novidades, entre elas o que anda acontecendo entre os LongBrothers e um outro grupo bem bacana que participo, que reúne muitos dos meus conhecidos da época da adolescência.

Esse outro grupo foi formado por uma colega para tentar reencontrar amigos de adolescência, nos idos dos anos 70 em Brasilia. Como faço parte da turma dela naquela época, e como o skate era uma coisa muito presente no nosso dia a dia, volta e meia ele é lembrado, com fotos e depoimentos daqueles que eram moleques juntos.

Em um das mensagens publicadas no grupo uma mulher (menina naquela época há muito tempo atrás) digitalizou um álbum de fotografias onde ela mantém guardada uma reportagem sobre o primeiro campeonato de skate da 115 Sul, ocorrido em 1974.

Não participei desse campeonato apesar de já andar de carrinho, mas só ler o artigo me trouxe lembranças ótimas, e me deixou com vontade de pegar meu carrinho e dar um rolé.

Sem problema! Mais tarde, hoje ainda, vou sentir um pouco de vento na cara.

Tá aqui a tal imagem com a reportagem.

Esse negócio de FaceBook é muito legal!

Modalidades da prática de skate

Texto legal do site da AB SKATE (Associação Bentogonçalvense de Skate) sobre as modalidades da prática de skate. Vale a pena ver.

STREET

Surgiu entre o final da década de 70 e começo de 80 nos Estados Unidos. Modalidade com a maior quantidade de adeptos no mundo como no Brasil, com cerca de 95% dos praticantes. Consiste em praticar o Skate em obstáculos que podem ser encontrados nas cidades como monumentos, bancos, corrimões, muretas, escadas, rampas na entrada de garagem, palcos, buracos, barrancos e paredes com inclinação entre 30º e 80º.

Também é praticado em Skateparks (pistas de Skate) onde existem rampas que simulam a arquitetura urbana de um modo adaptado ao Skate. Existem no nosso país mais de 250 competidores profissionais e quase 10 mil competidores amadores.

VERTICAL

Praticada em pistas com no mínimo 3,50 m de altura, podendo ser de concreto ou madeira, em half-pipes (meio tubo e com formato parecendo um gigantesco U) ou bowls (bacia), havendo entre o coping (cano de ferro) e a parede em curva (transição) uma parede com vertical (ou 90º, ou seja reta) dando nome para a modalidade. Originalmente começou a ser praticada em piscinas nos Estados Unidos (que diferente das brasileiras, possuem paredes com transição) durante um período de secas no Estado da California ocorrido no início dos anos 70. Com o sucesso da experiência, foram construídas as primeiras Skateparks com imitações destas piscinas, que foi chamada de bowl. No final da década de 70 foram fechadas a maioria destas pistas, o que levou os skatistas a construirem em suas casas os half-pipes, transformando no mais conhecido tipo de rampa de Skate. Esta modalidade conta com poucos adeptos pela necessidade do praticante possuir vasta experiência e alto nível técnico, havendo no Brasil cerca de 40 competidores profissionais e 50 competidores amadores.

BANKS

Uma variação dos bowls, mas não possuindo vertical e com altura geralmente até 2,50 m. É uma das modalidades mais democráticas do Skate, pois é praticada por adeptos de Street, vertical, mini-ramp, longboard e downhill, como também por crianças, jovens e adultos. No Brasil foi bastante popular no meio dos anos 80 e recentemente, há três anos, voltou ao auge com a construção de dezenas destas pistas.

MINI-RAMP

É uma variação dos half-pipes, mas não possuindo vertical e com altura geralmente até 2,50 m. Como o Banks, é uma das modalidades mais democráticas do Skate, pois é praticada por adeptos de Street, vertical, banks, longboard e downhill, também por crianças, jovens e adultos. Há quase duas décadas é o segundo tipo de rampa mais construído no Brasil, perdendo apenas para as de Street. Pela facilidade de construí-la, existem muitas mini-ramps particulares tanto em residências quanto condomínios e clubes.

FREESTYLE

O Freestyle (estilo livre) é a segunda modalidade mais antiga do Skate com cerca de 40 anos. Consiste em realizar manobras consecutivas e sem colocar o pé no chão, em lugares planos como cerca de no mínimo 300 m”. Até a metade década de 80 era uma das duas mais importantes modalidades no mundo e depois de 10 anos de hibernação, foi retomado seu desenvolvimento. Atualmente no Brasil conta com cerca de 20 competidores profissionais e 60 competidores amadores. É uma das modalidades mais baratas de organizar campeonatos pelo fato de não necessitar da construção de rampas.

DOWNHILL-SPEED

Praticada em ladeiras de vários comprimentos, consiste em desce-las o mais rápido possível, por isto o nome de Downhill-speed: descer uma colina rapidamente. É a modalidade mais antiga do Skate, pois segundo reza a lenda este esporte surgiu quando os surfistas californianos colocaram eixos e rodas de patins num pedaço de madeira para sentir as emoções do Surf descendo ladeiras. Também é conhecido como Downhill Stand-up (descer colinas de pé) para diferenciar do Street luge, os modernos carrinhos de rolemã. Ultimamente é uma das modalidades que mais cresce no mundo, sendo que existem muitos competidores profissionais brasileiros disputando o Circuito Mundial da IGSA. Também é uma das modalidades mais baratas de organizar campeonatos pelo fato de não necessitar da construção de rampas.

DOWNHILL-SLIDE

Como o Downhill-speed também é praticado em ladeiras, mas a intenção é descer dando slides (tipos de cavalo de pau) de diversas formas e extendendo as manobras o máximo possível. Teve seu auge no Brasil durante a década de 80 e nos dias de hoje o melhor do mundo é o brasileiro Sérgio “Yuppie” Marcelino. Uma nova geração de downhillzeiros brasileiros estão retomando o crescimento da modalidade junto com experientes veteranos. Como o Freestyle e o Downhill-speed, é uma das modalidades mais baratas de organizar campeonatos pelo fato de não necessitar da construção de rampas.

SLALOM

Modalidade que utiliza um skate diferente, mais estreito e menor. Consiste o skatista passar por vários cones alinhados fazendo zigue-zague, tentando ser o mais rápido e não derrubando os cones.

LONGBOARD

Modalidade que usa um skate maior que o convencional, com 40 polegadas (cerca de 1,00 m) no mínimo. Com este tipo de skate o praticante faz as modalidades Street, Banks, Mini-ramp, Downhill-speed, Downhill-slide e até Vertical. Tem ganhado milhares de aficcionados nos últimos anos, principalmente surfistas e skatistas old school (da velha escola).

MOUNTAINBOARD

Modalidade que usa um skate diferente que o convencional, adaptado para ser utilizado em qualquer tipo de terreno, principalmente para andar na terra e grama como descer barrancos. Os skates tem mais de 40 polegadas, eixos mais largos e rodas grandes em formato de pneu.