Texto legal do site da AB SKATE (Associação Bentogonçalvense de Skate) sobre as modalidades da prática de skate. Vale a pena ver.
STREET
Surgiu entre o final da década de 70 e começo de 80 nos Estados Unidos. Modalidade com a maior quantidade de adeptos no mundo como no Brasil, com cerca de 95% dos praticantes. Consiste em praticar o Skate em obstáculos que podem ser encontrados nas cidades como monumentos, bancos, corrimões, muretas, escadas, rampas na entrada de garagem, palcos, buracos, barrancos e paredes com inclinação entre 30º e 80º.
Também é praticado em Skateparks (pistas de Skate) onde existem rampas que simulam a arquitetura urbana de um modo adaptado ao Skate. Existem no nosso país mais de 250 competidores profissionais e quase 10 mil competidores amadores.
VERTICAL
Praticada em pistas com no mínimo 3,50 m de altura, podendo ser de concreto ou madeira, em half-pipes (meio tubo e com formato parecendo um gigantesco U) ou bowls (bacia), havendo entre o coping (cano de ferro) e a parede em curva (transição) uma parede com vertical (ou 90º, ou seja reta) dando nome para a modalidade. Originalmente começou a ser praticada em piscinas nos Estados Unidos (que diferente das brasileiras, possuem paredes com transição) durante um período de secas no Estado da California ocorrido no início dos anos 70. Com o sucesso da experiência, foram construídas as primeiras Skateparks com imitações destas piscinas, que foi chamada de bowl. No final da década de 70 foram fechadas a maioria destas pistas, o que levou os skatistas a construirem em suas casas os half-pipes, transformando no mais conhecido tipo de rampa de Skate. Esta modalidade conta com poucos adeptos pela necessidade do praticante possuir vasta experiência e alto nível técnico, havendo no Brasil cerca de 40 competidores profissionais e 50 competidores amadores.
BANKS
Uma variação dos bowls, mas não possuindo vertical e com altura geralmente até 2,50 m. É uma das modalidades mais democráticas do Skate, pois é praticada por adeptos de Street, vertical, mini-ramp, longboard e downhill, como também por crianças, jovens e adultos. No Brasil foi bastante popular no meio dos anos 80 e recentemente, há três anos, voltou ao auge com a construção de dezenas destas pistas.
MINI-RAMP
É uma variação dos half-pipes, mas não possuindo vertical e com altura geralmente até 2,50 m. Como o Banks, é uma das modalidades mais democráticas do Skate, pois é praticada por adeptos de Street, vertical, banks, longboard e downhill, também por crianças, jovens e adultos. Há quase duas décadas é o segundo tipo de rampa mais construído no Brasil, perdendo apenas para as de Street. Pela facilidade de construí-la, existem muitas mini-ramps particulares tanto em residências quanto condomínios e clubes.
FREESTYLE
O Freestyle (estilo livre) é a segunda modalidade mais antiga do Skate com cerca de 40 anos. Consiste em realizar manobras consecutivas e sem colocar o pé no chão, em lugares planos como cerca de no mínimo 300 m”. Até a metade década de 80 era uma das duas mais importantes modalidades no mundo e depois de 10 anos de hibernação, foi retomado seu desenvolvimento. Atualmente no Brasil conta com cerca de 20 competidores profissionais e 60 competidores amadores. É uma das modalidades mais baratas de organizar campeonatos pelo fato de não necessitar da construção de rampas.
DOWNHILL-SPEED
Praticada em ladeiras de vários comprimentos, consiste em desce-las o mais rápido possível, por isto o nome de Downhill-speed: descer uma colina rapidamente. É a modalidade mais antiga do Skate, pois segundo reza a lenda este esporte surgiu quando os surfistas californianos colocaram eixos e rodas de patins num pedaço de madeira para sentir as emoções do Surf descendo ladeiras. Também é conhecido como Downhill Stand-up (descer colinas de pé) para diferenciar do Street luge, os modernos carrinhos de rolemã. Ultimamente é uma das modalidades que mais cresce no mundo, sendo que existem muitos competidores profissionais brasileiros disputando o Circuito Mundial da IGSA. Também é uma das modalidades mais baratas de organizar campeonatos pelo fato de não necessitar da construção de rampas.
DOWNHILL-SLIDE
Como o Downhill-speed também é praticado em ladeiras, mas a intenção é descer dando slides (tipos de cavalo de pau) de diversas formas e extendendo as manobras o máximo possível. Teve seu auge no Brasil durante a década de 80 e nos dias de hoje o melhor do mundo é o brasileiro Sérgio “Yuppie” Marcelino. Uma nova geração de downhillzeiros brasileiros estão retomando o crescimento da modalidade junto com experientes veteranos. Como o Freestyle e o Downhill-speed, é uma das modalidades mais baratas de organizar campeonatos pelo fato de não necessitar da construção de rampas.
SLALOM
Modalidade que utiliza um skate diferente, mais estreito e menor. Consiste o skatista passar por vários cones alinhados fazendo zigue-zague, tentando ser o mais rápido e não derrubando os cones.
LONGBOARD
Modalidade que usa um skate maior que o convencional, com 40 polegadas (cerca de 1,00 m) no mínimo. Com este tipo de skate o praticante faz as modalidades Street, Banks, Mini-ramp, Downhill-speed, Downhill-slide e até Vertical. Tem ganhado milhares de aficcionados nos últimos anos, principalmente surfistas e skatistas old school (da velha escola).
MOUNTAINBOARD
Modalidade que usa um skate diferente que o convencional, adaptado para ser utilizado em qualquer tipo de terreno, principalmente para andar na terra e grama como descer barrancos. Os skates tem mais de 40 polegadas, eixos mais largos e rodas grandes em formato de pneu.