Tentando andar no bowl de Águas Claras

Acho que já escrevi isso aqui, mas vai de novo: pouco depois de começar a andar de skate, isso nos idos dos anos 70 do século passado, eu e meus amigos conseguíamos revistas americanas sobre o esporte e ficávamos vendo as fotos e querendo fazer as mesmas coisas que os ídolos de então faziam. Ou melhor, o que achávamos que eles faziam. Afinal, eram fotos, então não dava pra ter certeza como eram as manobras executadas.

Uma coisa era certa: Todos queríamos andar nas piscinas que apareciam na Skateboarder Magazine! Tentando alguma coisa semelhante, eram construídas rampas em madeira, de maneira a ter transições (na época, radicais) que lembravam as piscinas, como está aos 50 segundos desse Super8:

Além dessas rampas, procurávamos por lugares onde seria possível fazer as manobras que queríamos, mas era difícil. Um desses lugares era a então chamada Piscina Coberta, que deixou de ser piscina e virou um ginásio. Atualmente é o Ginásio Claudio Coutinho, e quase sempre que íamos lá havia uma confusão com a administração que muitas vezes terminava com a apreensão dos skates pela polícia. Fotos atuais do lugar:

Ginásio Claudio Coutinho, que na década de 70 era uma piscina coberta
Vista do outro lado do Ginásio Claudio Coutinho

Uma visão do Ginásio Claudio Coutinho no Google Maps dá pra ser vista aqui!

Bom, aí chegamos a hoje em dia! Melhorias muitas!!! YEAHHHHHH!!!!!

Hoje existem algumas pistas em Brasília, sendo em mais de uma tem pelo menos um bowl, que dá a mesma sensação daquelas piscinas americanas que víamos nas revistas. A que eu gosto mesmo, até porque é a que mais ando, é a que foi construída em Águas Claras, um bairro razoavelmente próximo de onde moro. Como comecei a andar nesse tipo de pista há muito pouco tempo, quase dá para contar nos dedos das mãos e pés o número de vezes que dei meu rolé, ainda sou muito ruim. Mas, ao mesmo tempo que toda e qualquer evolução é bem vinda, não estou atrás de ser o fera do bowl, mas somente de me divertir muito. E isso consigo, mesmo sem fazer bonito.

Outro dia fui lá e um amigo me filmou andando. Bateu um pouco da síndrome da câmera ligada, situação na qual a gente sempre desempenha pior do que o normal, mas tá bem próximo daquilo que consigo fazer. Ainda vou melhorar, mas sem a menor pressa!

Olha aí:

Vamos ver daqui a algum tempo como foi a evolução!!!

Domingão, dia de rolé!

Ontem quase que não fui pro rolé. Raquel e Júlia queriam passear no Jardim Botânico, e ao mesmo tempo ir para algum outro lugar onde pudessem caminhar.

Eu queria, sem surpresa nenhuma, ir andar de skate. Afinal, domingo é dia de skate!!!!

Depois de um quase desentendimento, fomos ao Jardim Botânico pra ver a possibilidade do aniversário da Raquel lá, e demos uma volta pelo jardim japonês que existe na reserva ecológica. Aí saímos pra ir pro parque da cidade, onde eu poderia dar meu rolé sossegado ao mesmo tempo que elas iriam caminhar.

Ao chegarmos ao parque ficou claro que ali i rolé não seria legal: gente demais!

Acabamos indo pro eixão, onde o rolé foi tranquilo, apesar de curto.

Rolé no Parque da Cidade

Depois de pouco mais de uma semana, eu resolvi ir ao Parque da Cidade pra um rolé, no qual queria experimentar algumas dicas que li em um site bem interessante que fiquei conhecendo recentemente.

O site é o Long Distance Pumping, do Yuri Santos e do Thiago Moreira. Não conheço nenhum dos dois, mas gostei do site. Melhor ainda, vi algumas dicas interessantes a respeito de pumping, que é a técnica de andar de skate sem precisar remar.

Eu já fazia isso há muito tempo, mas as dicas do Yuri me mostraram algumas coisas que eu estava enganado, tipo a posição do pé da frente do skate. Eu estava colocando um pouco mais atrás que o recomendado pelo Yuri, e na hora que coloquei mais para frente o pumping funcionou bem mais potente. Gostei!

No final foram mais de 12 km, sendo que a maiior parte do tempo foi só no pumping. Bom demais, mas cansa absurdo!

Como quase sempre, fiz uma foto no meio do rolé registrando o acontecimento:

Como sempre, tirando uma foto do carrinho no meio do rolé!

Agora é estrear o outro skate num rolé no bowl, que tá demorando!

Quase que skate novo pra tentar andar bem no bowl

Mais um fim de semana com um bocado de skate! Ainda bem, que final de semana tem que ter pelo menos um pouquinho de skate senão fica incompleto!

Começou no sábado de manhã, o mais cedo que consegui. Fui pro bowl de Águas Claras, onde estou tentando aprender esse tipo de rolé que sempre foi um sonho desde a adolescência. Até agora não tinha tentado ainda, pois aqui em Brasília as possibilidades são muito poucas e não tão boas. Ou melhor, não eram!

Com a inauguração da pista de Águas Claras a situação melhorou absurdamente, já que agora temos uma pista razoavelmente próxima de casa, com um projeto razoável (poderia ser melhor, de acordo com quem sabe andar nesse tipo de pista – eu não tenho conhecimento suficiente pra afirmar) e com uma construção também razoável!

Meu problema, além de não saber mesmo andar em bowl, é que meu carrinho não ajuda muito! Procurando muito na internet consegui um shape que acho que vai ser melhor pra andar na pista, e como estava num preço bem atrativo, comprei. Recebo essa semana, aí vai ser colocar a lixa e montar o bicho pra poder testar e ver como fica.

O shape é esse aqui:

Esse shape novo provavelmente vai ser melhor pra andar no bowl!
Desenho da parte de baixo do shape. Sinceramente não é muito a minha praia!
Parte de cima do shape novo. Ainda não sei como vai ficar a lixa, se cubro ou não o impresso.

Será que vou conseguir desempenhar melhor? Com certeza, nas primeiras vezes vai ser até pior, pois vou ter que me acostumar com a nova base que vem com o novo shape. Mas depois, quem sabe?

Uma boa surpresa no rolé do final de semana

Final de semana passado eu fui ao Eixão depois de algum tempo sem conseguir ir. Foi bom demais!

Cheguei muito cedo, pois tinha que sair cedo. Antes das 8 da matina já estava dropando no pico.

Foram vários drops, e estava pensando em subir até o meio do Eixão, pra poder fazer aquele drop campeão, de quase 3 km. Afinal, esse drop são mais de 8 minutos sem precisar remar nem uma vez, só curtindo o surf!

Foi quando encontrei o Marcolino. Ficamos batendo papo por um tempo, e aí desisti de subir a ladeira. Lá fui eu novamente descer mais uma vez, e no meio do caminho vi o Pangella usando o celular como câmera de vídeo.

E não é que ele começou a me filmar descendo a ladeira!!! O único problema é que ele estava dropando num mini, e além disso estava na posição errada, ou seja, por várias vezes quase caiu. Aí não conseguiu filmar da maneira que queria.

Ao subir de volta fomos conversando, e o Pangella me convenceu a descer mais uma vez pra poder fazer uma filmagem mais legal.

E ficou muito legal!