História do SK8 em Brasília

O skate chegou em Brasília No começo da década de setenta. Acho que uma das primeiras pessoas a andar de skate por aqui foi o Edmir Carneirinho.

Edmir chegou em Brasília nessa época vindo do Rio de Janeiro, onde praticava o surf. Aqui chegando a maneira que encontrou para substituir o esporte preferido foi justamente andar de skate na quadra onde foi morar. Nas palavras dele:

O Terry que tirou o segundo lugar na categoria sênior era o verdadeiro coroa da época: enquanto maioria das pessoas que andavam no carrinho tinham não mais que quinze anos, ele já tinha mais de vinte, sendo assim, de longe, o mais velho da galera.

E pensar que continuo a andar com mais de cinquenta, e sei de gente com mais de setenta que continua firme e forte em cima de quatro rodinhas!

Imagina uma dessas em Brasília

A galera do skate de Brasília está na esperança de que seja construída uma pista de qualidade aqui na cidade. Afinal, a criação da Federação de Skate do Distrito Federal e Entorno — FSKTDF, que foi apoiada pelo governo do DF, tem como um dos seus objetivos a melhoria das condições da prática do esporte na capital através da construção de locais adequados para tal.

Nesse espírito, eu já tinha um monte de projetos de pistas que via pela internet, e fui passando os mesmos para o pessoal da FSKTDF, de maneira que pudessem servir de inspiração para um projeto legal que Brasília merece.

Nessa minha pesquisa encontrei essas fotos de uma que talvez seja uma das pistas mais interessantes que já vi, e que foi construída para o campeonato X-Games do ano passado, se não me engano:

A construção de uma pista como essa em Brasília iria, com certeza, fazer com que a cidade entrasse com honra no cenário mundial do skate. E olha que já temos skatistas de nível internacional aqui!

Melhorando a qualidade de vida

Acho que com quase todos os esportes radicais é mais ou menos a mesma coisa: quem pratica o faz muito mais pelo prazer que pelo esporte em si. O prazer é muito grande, e a atividade física é só um complemento, não sendo a coisa prioritária. E claro, o skate não é diferente.

Isso é muito interessante para a difusão do skate, pois as pessoas, depois que começam a andar no carrinho, não param mais. Ou, quando param, é só por algum motivo forte ou depois de muito tempo.

Ao mesmo tempo, isso pode gerar um problema para o esporte. Como as pessoas simplesmente pegam seus skates e vão à luta para andar, sem importar muito onde, muitas vezes a construção de áreas especiais para a prática do skate fica relegada a um segundo ou terceiro plano, pois ninguém corre atrás. Ou melhor, corria!

Com a criação da Federação de Skate do Distrito Federal e Entorno — FSKTDF parece que a coisa vai andar mais. É o caso de uma pista a ser construída em Santa Maria. A Administração da cidade está com o projeto de construção de uma pista, porém o projeto é igual ao que já foi usado para a construção da pista do Gama.

Ora, uma característica do skate é justamente a possibilidade de ser praticado em praticamente qualquer lugar. Isso faz com que o carrinho tenha uma gama quase infinita de maneiras de ser usado. E para que isso seja estimulado, é necessário que os locais de prática sejam realmente diferentes uns dos outros, como já acontece no dia a dia.

Assim a FSKTDF entrou em ação e sugeriu um outro projeto para a pista de Santa Maria:

Projeto apresentado pela FSKTDF para a pista de Santa Maria

O projeto foi feito de maneira a ter os obstáculos mais usados pela galera da cidade, ficando, portanto, com uma característica de pista de street. Mesmo assim foi criada uma área de banks que vai estimular a molecada da cidade nessa modalidade que não é muito difundida por lá.

Agora é esperar que a Administração siga a recomendação da FSKTDF, que é representante legítima dos skatistas do Distrito Federal.

Mais sobre aquela vaca federal

Faz tempo que não escrevo aqui sobre aquela vaca que me levou para o hospital, mas isso não quer dizer que as histórias acabaram. Tem mais, apesar de que o que sei foi o que os outros me contaram: não lembro de nada do período que vai de quinze minutos antes do tombo até uma semana depois.

Bom, não é bem sobre isso que quero falar!

Mesmo tendo sido muito ruim essa história de ficar em UTI, como não lembro de nada só aquilo que me contaram e que foi engraçado conta. Uma dessas coisas foi um dos dias Raquel estava comido no hospital quando chegou a enfermeira para fazer assepsia. Raquel saiu para o outro lado da cortina que faz as vezes de parede e ficou lá ouvindo e rindo.

A enfermeira começou a me limpar enquanto eu dava instruções sobre o que fazer. Até que ela considerou o trabalho feito e foi saindo. Na mesma hora eu falei:

– Ô! Que isso? Banho tem que ser completo! Ainda não lavou o pinto, e isso não pode faltar. Pode voltar aqui!

Rolé com aula

Ontem após sair do trabalho resolvi fazer uma coisa que quase nunca faço:

Fui andar de skate!! HEHEHEHEHE

Bom, isso não é novidade, já que quase todo dia eu vou andar de carrinho.

A novidade foi que depois de muito tempo indo ao parque sem encontrar ninguém dos LongBrothers eu encontrei com o André Corujito. Demos uma volta no parque batendo papo, ruma boa parte do tempo nós trocamos de skate.

Caraca, aquele Loaded dele com rodas Orangatang é muuuuuuuuito bom. O shape é bem flexível, e com isso o skate responde de um jeito muito bom às cavadas. Além do shape, as rodas também dão uma bela sensação, já que agarram no chão de uma maneira que fica até fácil fazer as curvas bem feitas.

Mas o mais legal do rolé nem foi isso. Depois de andar um bocado, na hora em que me separei do André, ele me deu um toque a respeito da maneira que eu estava colocando os pés em cima do skate.

Hoje de manhã fui dar um pequeno rolé e aproveitei para testar o que ele me disse. E não é que ele estava com razão? A partir do momento que eu alterei minha base, as cavadas ficaram com mais energia, fazendo com que o skate pegue mais velocidade.

Muito bom! Agora é só me acostumar com essa nova base.