Notícia preocupante

Li isso aqui no site Campeonatos de Skate, que citou o jornal Diário do Grande ABC e achei muito importante:

Preconceito ainda persegue skate no País

Henrique Munhos
Especial para o Diário

Apesar dos quase 4 milhões de praticantes no País, de possuir grandes nomes no cenário mundial – como os campeões Sandro Dias, Bob Burnquist ou Karen Jonz – e abrigar competições importantes, como o Arnette Tribanks Challenge (hoje, a partir das 10h, no Parque Cittá di Marostica, em São Bernardo), o preconceito ainda persegue quem anda de skate. Principalmente aqueles que trocam as pistas pelas ruas.

“Sempre as pessoas ficam ressabiadas e muitas vezes chamam a polícia. Talvez achem que estamos destruindo o patrimônio público, quando queremos apenas nos divertir,” relatou o skatista Rafael Lima, 20.

Karen Jonz, 26 anos, campeã dos X-Games (2008) e duas vezes eleita a skatista do ano (2006 e 2007), desaprova a incompreensão com que o esporte é visto. “Algumas vezes, por causa de um menino mal-educado com um skate na mão, generalizam para todos os outros, sendo que mal-educados podem ter em qualquer lugar.”

Entretanto, de acordo com quem lida com o esporte há muito tempo, a discriminação contra a modalidade e seus praticantes diminuiu consideravelmente nas últimas décadas.

“Estamos cada vez mais perdendo esse rótulo, graças à profissionalização do esporte, a qualidade dos eventos – o de hoje, em São Bernardo, dá R$ 4.000 em prêmios e passagem para os Estados Unidos – e a programas socioeducativos em que o skate está envolvido”, afirma o presidente da Federação Paulista de Skate, Roberto Maçaneiro, 32 anos.

Um destes projetos citados por Maçaneiro é a ONG Skate Solidário, que atua em São Bernardo desde 2006.

Marcelo Índio, 46 anos, presidente da ONG, conhece bem esse outro lado do esporte. “No começo da ONG, quando tentei levar o skate para as escolas, um diretor disse que não aceitaria um esporte de vagabundos.”

Segundo Maçaneiro, a classe B é maioria entre os skatistas brasileiros.

Região é celeiro de grandes skatistas

“Sem sombra de dúvida, que o Grande ABC é polo nacional do skate.” É assim que o presidente da Federação Paulista da modalidade, Roberto Maçaneiro, se refere à região.

Maçaneiro conta que grandes skatistas saíram das sete cidades. O principal deles é o andreense Sandro Dias, pentacampeão mundial.

O dirigente aprova as pistas do Grande ABC. “Santo André e Mauá têm boas pistas, sem contar a de São Bernardo, que é espetacular.” Maçaneiro refere-se ao Parque Città di Marostica, que conta com a maior pista pública de Street Park da América Latina.

Rafael Lima anda todos os dias no Espaço Jovem, em São Caetano, e também aprova o local usado para a diversão.

Para Marcelo Índio, da ONG Skate Solidário, as pistas de bairro carecem de reformas. “As centrais são boas. Porém, as menores estão bem malcuidadas,” declarou.

Mais um rolé no parque

Acho que isso vai ser muito mais comum do que eu esperava quando comecei a escrever esse blog: falar sobre rolés no Parque da Cidade.

Ontem eu fui de novo para o Parque no final da tarde. Como estou de férias, cheguei mais cedo que o costume, por volta das 17:00.

Esse horário é até melhor que o que chego normalmente, pois o dia ainda está claro, e ainda tem um bom tempo de rolé antes do pôr do sol.

Andei muito, pouco mais de uma hora. Foi muito bacana, e cansei o bastante para ficar satisfeito. Só saí do parque quando já estava de noite, e já estava ficando difícil de andar com o carrinho.

O rolé de ontem

O rolé diário é sempre no Parque da Cidade, como eu já disse antes por aqui. Agora que estou de férias e não vou viajar estava pretendendo que não fosse somente diário, mas quase o dia todo.

Só que uma coisa inesperada aconteceu: vou ter que mudar de apartamento, então estou aproveitando as férias pra correr atrás de tudo aquilo que tenho que organizar para a mudança.

Ontem eu finalmente consegui um novo apartamento pra morar, e ao final do dia fechei o negócio. Saí da imobiliária pronto pra relaxar no Parque, e fui correndo pra lá. O rolé foi tranquilo e bacana, como sempre, mas o que marcou mesmo foi bem na hora que já estava terminando. Raquel me ligou e perguntou se eu já tinha visto a lua. Olhei para o lado, e vi isso:

Outra:

Mais uma:

As fotos não são boas, sei disso. A câmera do iPhone não ajuda, e na hora eu estava muito mais preocupado com o rolé. Mas mostra mais ou menos como a vibe estava: um rolé com uma lua dessas é muuuuuito bom!

Continuando a história da vaca

Bom, fui parar numa UTI! Mas um simples tombo a uma velô não muito alta me fez ir para a UTI?

Pois é! Quando a gente cai de cabeça, a velô não importa muito, mas sim a força com que a cabeça bate no chão. Dependendo desta força o negócio pode ser feio.

Não foi meu caso. Cheguei no hospital com a Raquel e ela insistiu que, como eu tinha batido a cabeça e como tinha tido ocorrência de amnésia, era bom fazer um exame mais acurado. Esse exame foi uma tomografia da cabeça que acusou a existência de um coágulo na parte oposta de onde eu bati no chão. Ou seja, na parte esquerda da cabeça, logo acima do ouvido.

Justo a área que comanda o cognitivo do pensamento. Assim o risco de eu ficar besteira de vez existia! Fui para a UTI para permanecer em observação e para que a aplicação de medicação pudesse ser mais eficiente.

Aí começam as minhas peripécias hospitalares. Fui internado no final da tarde/começo da noite de una quinta feira. Raquel chegou a entrar comigo na UTI, mas logo saiu para levar Júlia em casa e fazer as coisas que tinha a fazer.

Na primeira noite, ou melhor, na primeira madrugada telefonaram para casa e disseram à Raquel que eu estava tentando sair da cama para ir embora do hospital. Foi aí que veio a idéia de me amarrar à cama!

E daí vem minha primeira e única lembrança da internação: acordei amarrado, sentindo muita dor de cabeça, com uma coisa me apertando o dedo indicador, uma agulha para administração de soro no outro braço, máscara de oxigênio, e um barulho muuuuito irritante fazendo:

– Piiiiii! Piiiiii! Piiiiii! (sensor de batimentos cardíacos)

Perguntei: onde estou? E alguém disse UTI, e na mesma hora não lembro de mais nada.

Depois tem mais!