Quase uma vida no skate

Um dos grandes prazeres que tenho tido ao andar de skate é a lembrança que isso tem me trazido de momentos passados que eram muito legais e que estavam escondidos na memória.

Minha adolescência foi marcada pelo skate, pois comecei a andar no carrinho com uns 14 pra 15 anos de idade. Gostava muito de tudo que tinha a ver com skate, comprando sempre que podia revistas importadas sobre o assunto, mantendo-me sempre em dia no equipamento, etc.

Eu acho que tive nessa fase da minha vida pelo menos uns quatro skates, e me lembro bem de alguns deles. O primeiro foi um Torlay, que apesar de ter o nome de venda Torlay de Luxo, era chamado por todo mundo que andava nele de Torluxo de Lixo. As rodas eram de baquelite, que não tinham aderência nenhuma, e o pior, quebravam ao passar em cima de pedrinhas que era facilmente encontradas nos lugares onde a galera se reunia. Rapidamente ele foi delegado à condição de lixo, já que skate sem rodas não serve pra nada!

Logo em seguida um tio fez uma viagem aos EUA, e eu consegui o dinheiro pra pedir pra ele trazer de lá skate novo pra mim. Olhei em todas as revistas que tinha e perguntei a todo mundo que conhecia o que deveria comprar. Entreguei a especificação a ele e até hoje me lembro do que pedi:

Um skate Gordon & Smith com trucks Bennett Pro e rodas Road Rider #4, que eram de rolamentos, e não de bilhas, como era comum na época.

Esperei ansiosamente a volta do tio, já pensando nos rolés com aquele que seria o melhor skate que eu já tinha andado. Ele voltou e eu ainda tive que esperar mais um pouco, já que ele morava em Belo Horizonte, então tinha que vir a Brasilia ou eu ir lá pra pegar o carrinho.

No dia em que ele chegou a Brasilia com o skate foi uma decepção!!!

O vendedor disse pra ele que o skate que eu havia pedido era muito veloz (uma das razões da especificação), e por isso ele resolveu comprar outro que ele não achava tão perigoso.

Só me lembro que comecei a chamar o skates de banana, porque ele era de plástico amarelo, com trucks de marca desconhecida e rodas pequenas de bilhas.

Fui rápido em acabar com o shape e fazer um outro de madeira usando os trucks e as rodas.

Bom, depois escrevo mais sobre essas peripécias!

Picos de skate

Onde andar de carrinho? É uma questão que sempre temos quando saímos para o rolé. Depende sempre do tipo de rolé e também do local onde se está.

Nessa coisa de ter que viajar a trabalho tenho ficado muito mais tempo que gostaria sem poder andar de skate. Já é a segunda semana que vou ficar sem botar o pé no skate a não ser no final de semana.

Então, em cada lugar onde tenho ido tenho aproveitado para ver o que existe por aí em termos de pistas de skate. Foi assim em Curitiba, onde eu, completamente sem saber que iria passar por lá, acabei passando por um banks bem interessante. Aqui o lugar:

Pista em Curitiba

Além desse banks, que cheguei a pensar que era o banks do Gaúcho, fui numa pista famosa entre todos os skatistas do Brasil: a Drop Dead Skatepark. Fui lá só para ver como é a pista e ficar com vontade. Não estava com meu skate nem com roupas adequadas para o rolé, então fiquei só na vontade mesmo. Uma pequena amostra da pista:

Drop Dead Skatepark

Aqui em Vitória não fui a nenhuma pista, mas bem perto de onde fiquei hospedado tem uma mini-rampa que parece bem construída. Infelizmente não vou ter tempo amanhã para ver tal pista. Essa eu queria pelo menos ver mais de perto.

Rolé do domingão

Domingão é dia de Eixão!

Já está virando padrão nos domingos ir encontrar com a galera dos LongBrothers no final do Eixão Norte. O lugar é massa, e a galera mais ainda.

São cerca de 750 metros de descida não muito íngreme, mas que permitem uma velô considerável e um rolé de primeiríssima pra quem curte um carving. Como a pista tem sete faixas de rolagem (3 em cada sentido mais a central que não é usada pelos carro) fica muito bom para ficar no surf style e ficar cavando pela pista toda.

Quem não conhece pode perguntar: se tem seis pista usadas por carros e só uma que não é, como assim ficar cavando pela pista toda?

Aí vem a beleza do domingão no Eixão! Já fazem alguns anos que o Eixão tem o trânsito interrompido aos domingos das seis da manhã até seis da tarde para que a população o use para lazer. Corridas, patins, bicicletas, crianças brincando, pessoas com seus cães, e claro, skate!!!!

O Eixão todo é usado, em todos os seus quase 16 km de extensão! De uns dois meses pra cá os LongBrothers começaram a chamar a galera, cada um convidando seus conhecidos, e falando com outros skatistas nas ruas que o final da Asa Norte era o pico pra todo mundo ir nos domingos.

Não deu outra: estamos reunindo sempre mais de 50 pessoas andando no carrinho no local, e nos intervalos o papo rola solto e leve.

Hoje não pude ficar muito tempo porque estava de viagem marcada, então tive que sair cedo. Estou escrevendo esse texto no aeroporto do Galeão, enquanto espero o segundo vôo do dia, indo pra Vitória.

No rolé de hoje quase aconteceu um acidente: um rapaz começou o drop sozinho, e não sei bem porque foi descendo em linha reta a ladeira. Grande erro!

O cara pegou uma velô e deve ter ficado desesperado, já que dava pra ver que ele não é grande conhecedor da arte do speed: ele desceu o tempo todo em pé, com os braços abertos enquanto o skate ganhava velocidades perdia equilíbrio, começando a balançar para os lados no final da ladeira.

Estávamos, Daniel, David e eu subindo caminhando depois de um drop quando vimos o carinha já no meio da ladeira voando baixo. Pensamos que ele ia repetir o feito do César que desceu do mesmo jeito e, pra não ir parar no meio dos carros acabou caindo e se ralando todo.

Bom, não é que ele segurou a onda e foi até onde a ladeira termina, já com carros passado ao lado, mas numa velocidade que permitia pular do skate em segurança.

Depois ele falou que tinha Duda sem querer. Porra! Isso é óbvio! Ninguém desce do jeito que ele desceu por querer!!!!!

Escrevi isso no Rio, no aeroporto e não tenho a menor idéia de quando será publicado. Um dia!

Lugar comum

Quase todos os dias saio do trampo e vou para o Parque da Cidade. Objetivo? O rolé diário, aquele que tô sempre na fissura.

Aconteceu ontem, por volta das 5:00 da tarde. Não tinha nada mais pra fazer, a não ser matar o tempo, e, como vou viajar amanhã e vou ficar a semana toda sem andar no carrinho, a fissura tava grande.

Não tive dúvida! Desliguei o computador e saí vazado, direto para o Parque, onde fiquei quase uma hora e meia andando. De novo tirei uma foto bem no começo do rolé, mostrando o pôr do sol, que estava muito bonito. A foto não ficou tão boa, mas de qualquer maneira, aqui vai ela:

Outro por do sol no Parque

Andei muito, e a única coisa que não foi muito boa foi que os rolamentos do carrinho estavam muito sujos, e com isso as rodinhas estavam meio que prendendo, não permitindo que a velô chegasse no top.

Hoje de manhã, assim que pude, fui na OverStreet pra dar uma geral, e deixar o carrinho do jeito que ele gosta. Saí da Overstreet pensando no que fazer, e não demorei nem 1 minuto pra decidir: Parque da Cidade!

Mais duas horas de skate, hoje sem parar pra nem pra conversar. As poucas pessoas que encontrei estavam em movimento no mesmo sentido que eu, ou seja, a pouca conversa que aconteceu foi em cima do skate, tendo no máximo diminuído a velocidade, já que ninguém gosta de bater papo na hora que a velô pega firme.

Agora à tarde a vontade é de ir de novo pro Parque, mas não vai ser possível: tenho outras coisas a fazer que não podem ser adiadas nem deixadas de lado. Amanhã é dia da outra paixão de skate: Eixão Norte.

Assim essa semana não vai ter rolé no Parque, a não ser no finalzinho da semana, sexta feira, isso se eu realmente conseguir voltar na quinta.

Parque da Cidade

Se tem um lugar onde tenho muito prazer em dar um rolé é o Parque da Cidade.

É um local muito light, onde qualquer um que saiba um pouco de skate consegue se divertir.

Ao mesmo tempo, aqueles que já são mais chegados ao carrinho conseguem, em certos locais do parque, atingir velocidades consideráveis e algumas manobras radicais. Não é meu caso, que fico mais para o lado light dos rolés.

Uma das coisas realmente boas desse rolé é o visual que quase sempre se tem. Um exemplo foi hoje, que saí do trabalho um pouco mais cedo, chegando no parque cerca de 5:30. Logo após começar a andar, cerca de 15 minutos depois, tirei essa foto do pôr do sol:

Por do sol no Parque

Está longe de ser a melhor foto de pôr do sol que já tirei, e está absurdamente longe de ser a melhor foto desse horário que já vi. Mas serve perfeitamente para ilustrar o astral do rolé.

Hoje ainda foi legal porque encontrei com colegas de skate já quase no final do rolé, e levamos um papo muito bacana. Realmente valeu o final de tarde!