Outro dia desses estava conversando com uma amiga e ela me falou de um DVD pirata que tinha ganhado. Esse DVD tem um filme documentário sobre skate na California em 1975. Mais ou menos quando comecei a andar de skate!!!
Claro que fiquei muito interessado!
Peguei emprestado o DVD e converti pra MP4, pra poder ter uma cópia. No ato!
Aí pensei: nunca vi esse filme na rede. Lembro de ter visto partes dele há muito tempo, mas na internet, não. Assim, como o que consegui já é uma cópia de um DVD, resolvi colocar pra quem quiser ver, e assim divulgar um pouco da história do skate. Tá aí o vídeo:
Já escrevi algumas vezes aqui a respeito do início do skate aqui em Brasília. Eu tive a honra de participar desse movimento bem no início, já que comecei a andar no carrinho pouco depois do primeiro campeonato que aconteceu na 115 sul, em 1974. Aqui vão alguns dos picos que faziam com que a molecada se entusiasmasse com o SK8, e onde íamos sempre que possível pros nossos rolés! Mas o principal é que possamos ver como esses picos evoluíram. Tem pelo menos um que continua sendo usado com sk8 até hoje, mas a maioria…
O primeiro que tenho que falar é a SQS 115. Era, sem sombra de dúvida, o pico mais importante da cidade no começo dos anos 70! Hoje em dia não tem mais como andar de skate lá, pois a calçada, além de estar com o cimento muito desgastado e cheio de buracos e irregularidades, está cheia de grama que cresceu nos intervalos entre um bloco e outro de cimento.
Outra vista do mesmo local:
A calçada ao lado do Cine Brasília era um lugar onde a gente ia sempre, e com um calçamento muito liso e uma inclinação bem suava, era muito legal. Um amigo fez um filme com Super 8 lá naquela época e, depois, se eu conseguir, vou colocar aqui no blog. Ainda dá pra andar lá, com certeza, mas não sei de ninguém que vá no pico. Taí um lugar pra ir algum dia e tentar uma brincadeira:
Bem próximo ao Cine Brasília está o pico da 107 Sul, onde a gente ia pra tentar mandar o que chamávamos de radical, naquela época. Esse pico está no mesmo Super 8 do meu amigo, que falei antes, e que espero colocar aqui no blog. Esse parte com o guarda corpo não existia nos anos 70, e a parte inclinada da calçada ia até mais na frente, então a gente pegava velô do lado direito da foto, consegue subir até na altura do parte plana com o guarda corpo, e voltava. Era muito legal. No vídeo dá pra ver bem.
No Setor Comercial Sul, em frente ao Edifício Márcia, era outro radical, e hoje em dia fizeram um estacionamento com meio fio que impede que o local seja usado da mesma maneira que usávamos. Seguindo pela parte inclinada da calçada, à esquerda dos degraus, ainda existe uma área que ainda dá pra usar, mas acho que a calçada está muito ruim, impedindo que o rolé seja legal.
O estacionamento entre a 509 e a 510 sul era um lugar onde a galera ia muito pra andar de skate. É uma área grande, com uma inclinação suave e um asfalto bem liso. Já aconteceu até campeonato ali, não lembro em que ano. Depois vou ver se coloco aqui o link pro vídeo que tem no YouTube com a galera andando lá na década de 70, e acho que é o único vídeo em que eu apareço. Acho que até hoje dá pra um rolé ali, mas também acho que ninguém vai lá pra isso.
Uma ladeira curta mas que dava pra uma descida legal era essa, no acesso para o cine Drive In, passando sobre a pista do autódromo de Brasília. É outro lugar que tem um vídeo de alguns dos skatistas da década de 70 dando um rolé.
Esse pico já foi até capa de revista. A gente ia lá, na época era a piscina coberta, que foi aterrada e virou um ginásio de esportes. Naquela época a gente tinha que ficar de olho, pois a segurança do local chamava a polícia, e quando eles chegavam, se pegassem a gente lá, o skate ia parar na Segunda DP, onde pra pegar de volta só indo com o pai ou responsável. O meu skate foi “preso” pelo menos duas vezes. Outro problema do lugar é que esse cimentado grande abaixo da transição tinha um laguinho. Era só vacilar que o skate ia parar dentro d’água. E, naquele época, molhar o skate era perder o shape, que não resistia de jeito nenhum.
Acho que é isso, pelo menos que eu lembre agora. Se eu lembrar de algum outro lugar que não está aqui, vou fazer um novo post aqui no blog.
Comecei a andar de skate quando era adolescente, há mais tempo que gostaria de lembrar. Tinha uns doze ou treze anos, e gostei muito da brincadeira. Bom, ando até hoje, depois de muitos anos parado, e acho que isso é uma prova suficiente do meu prazer em me equilibrar em cima das quatro rodinhas.
Volta e meia encontro alguma coisa que me lembra aqueles tempos, e quase sempre as lembranças são boas.
Uma recente foi, ao navegar na web, ver um skate que está sendo vendido no eBay. Antes de mostrar o anúncio, tenho que contar porque gostei de ver. Ou melhor, fiquei com muita vontade de comprar o skate.
Logo depois que comecei a andar de skate, graças aos amigos que fiz e que já conheciam alguma coisa, eu já sabia mais ou menos o que era bom e o que não era. Obviamente tinha o desejo de conseguir o melhor skate que poderia comprar, mas não conseguia pois não eram vendidos aqui no Brasil, e somente quando alguém ia aos EUA algum colega conseguia alguma coisa realmente boa.
Os skates brasileiros não eram bons, de maneira alguma, sendo que os Torlay possibilitavam alguma evolução no aprendizado, mas tinham que ser substituídos me pouco tempo, pois não eram de grande qualidade, principalmente as rodas, que quebravam facilmente. Além desses haviam os Bandeirante, que nada mais eram que patins adaptados, que eram péssimos em quaisquer circunstâncias.
Eis que um tio foi aos EUA e me perguntou o que eu queria!!! Na mesma hora consegui o dinheiro necessário, e escrevi as especificações do que eu queria e entreguei pra ele.
Algum tempo depois ele voltou e me entregou o que comprou!
Graaaaaaaaaaande decepção!!!!!!!!!!
Ele comprou uma coisa muito melhor que os Bandeirantes, e pouco melhor que os Torlay, porém absurdamente pior que o que tinha pedido!
AAAAAAAAAARRRRRRRGH!!!!!!!!!!!!
Há alguns dias vi, como escrevi acima, um anúncio no eBay que me interessou. O que era? Um skate da década de 70 praticamente igual àquele que pedi para o meu tio trazer dos EUA! A única diferença é que eu preferia o eixo Tracker Trucks, em vez do Bennett Pro. Até as rodas, Road Rider #4 são iguais ao que eu queria!!!!!
Eu quero!!! Realmente queria, mas…Tá bem usado! Já andou bem, não é mesmo?Só trocaria os trucks. Esses trucks não são 100%Quase perfeito! Bem que eu queriaOferta no e-Bay! Ôôôôô vontade!!!!!!!!!!
Infelizmente não tenho tenho como comprar esse skate agora, então, coloco o link aqui pra alguém que tenha o interesse/dinheiro pra comprar.
Nesse final de semana, dias 03 e 04 de agosto, aconteceu aqui em Brasília pela 11ª vez o campeonato Oveermeeting de Skate. Esse já é um dos principais campeonatos da modalidade no Brasil, sendo bastante concorrido.
Antes do Overmeeting o Júnior, organizador do evento, entrou em contato comigo para ver se eu conseguiria reunir os amigos com quem costumava andar de skate na década de 70. Nessa época começou a prática do esporte aqui na cidade, como eu já escrevi por aqui. Com isso, esses amigos são a memória viva da primeira geração do skate na capital. Ele disse que gostaria de fazer uma homenagem a essa galera, que isso seria uma forma de manter a história do esporte na memória das pessoas.
Consegui conversar com quase todos os amigos das antigas, e a maioria deles concordou em ir ao evento, onde ficamos um bom tempo conversando, relembrando histórias e rindo muito. Uma foto que foi tirada num momento de conversa é essa, onde uma verdadeira lenda do skate nacional, o Sergio Marreta que veio do Rio Grande do Sul para o campeonato, estava comentando que o grande filme Vida Sobre Rodas falho ao esquecer de pelo menos comentar que no começo o skate acontecia em todo o Brasil, e não somente em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Quatro old school com dois moleques
Depois de conversar bastante, rir muito e encontrar com muitos amigos velhos e novos, finalmente fomos chamados para a tal homenagem. Fomos todos para perto do pódio, onde cada um foi chamado e recebeu um certificado de Grand Legend, a categoria do skate para aqueles atletas que possuem mais que 50 anos de idade. É NÓISSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!
Os old school ficaram muito satisfeitos em serem lembrados, e, principalmente terem se encontrado mais uma vez
Pouco depois dessa explosão de emoção, o sol começou a se despedir de todos, de um jeito que em Brasília nessa época do ano é sempre fantástico:
O sol se pondo atrás do lago é um espetáculo diário na Ermida
Pra terminar o dia, estava indo para o carro, e resolvi, em vez de ir a pé, aproveitar que estava com o skate e diminuir o esforço. Consegui diminuir um pouco do esforço, aumentando porém, a sensação de dor no joelho esquerdo, depois de uma vaca absurdamente besta, e totalmente inesperada!
Aí o resultado da vaca! Nada demais, mas tomar banho depois foi um tanto quanto dolorido 🙂
Ano que vem tem mais Overmeeting! Se tudo der certo, estaremos lá!
Já faz algum tempo eu estava andando de skate no parque da cidade, coisa que quase nunca faço (só dia sim, dia não) quando um camarada que estava com uma câmera me abordou e me perguntou se eu poderia falar com ele sobre o que eu penso sobre Brasília.
Bom, Brasília é meu hot spot, e sempre tenho coisas boas a falar sobre esse lugar.
O fotógrafo/vídeo maker, o Sérgio Bites me falou que essa era uma filmagem para ser colocada em uma página do Facebook que tenta mostrar às pessoas que a visão de que Brasília é um lugar onde só existe corrupção está totalmente enganada. O Brasília Muito Mais que Política mostra a agenda cultural da cidade, iniciativas de todos os matizes, e também entrevista com pessoas comuns dizendo porque gostam daqui.
A minha entrevista saiu ontem e foi publicada tanto no Facebook como no You Tube. Pode ser vista aqui:
Achei muito legal, claro! Apesar de um pequeno senão:
Comecei a andar de skate há quase 40 anos, mas fiquei muito tempo sem nem colocar o pé em cima do carrinho. Já até comentei isso por aqui.
E, como colocaram que tenho 40 anos de skate, ficou estranho: como é que alguém anda há tanto tempo e anda tão mal?????